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Bruno Gaudêncio

BRUNO GAUDÊNCIO

 

 

Bruno Gaudêncio é natural de Campina Grande - PB (1985), ― escritor, jornalista cultural, historiador e professor, é formado em Jornalismo e História pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Mestre em História pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Publicou sete livros: O Ofício de Engordar as Sombras (Poesia, 2009, Sal da Terra); Cântico Voraz do Precipício (Contos, 2011, Via Litterarum); Acaso Caos (Poemas, 2013, Ideia); Memorial da Indústria: A História da Bentonit União Nordeste (Ensaio, 2013, SESI-PB/Editora Marcone); Inventário Lírico da Rainha da Borborema: 150 anos de Poesia (Antologia Poética, 2014, A União), juntamente com José Edmilson Rodrigues; Pedro Américo em Quadrinhos (Quadrinhos, 2015, Patmos), com ilustrações de Flaw Mendes e Ariano Suassuna em Quadrinhos (Quadrinhos, 2015, Patmos), com ilustrações de Megaron Xavier. Tem poemas publicados em diversas revistas e sites culturais nacionais e internacionais, a exemplo do Correio das Artes (Paraíba), Verbo 21 (Bahia), Brasileiros (São Paulo), Acrobata (Piauí), Literatas (Moçambique), Orizont Literar Contemporan (Romênia) e Samizdat (Portugal). Entre as diversas titulações, é sócio efetivo do Instituto Histórico de Campina Grande (IHCG) e membro da Academia de Letras de Campina Grande (ALCG). Bruno Gaudêncio é ainda coeditor da Revista Blecaute de Literatura e Artes e consultor da área de Memória Institucional. Foi responsável por um quadro de literatura, chamado Letras Paraibanas, no Programa Diversidade, da TV Itararé, filiada da TV Cultura, na Paraíba. Atua profissionalmente como professor de História da Rede Pública Estadual e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Nos últimos anos vem participando de diversos eventos literários no Nordeste, a exemplo da Bienal do Livro do Ceará (em Fortaleza - CE) e Festival Internacional de Poesia (em Recife - PE).

 

Contatos:

 


Conheça 05 poemas do livro O silêncio branco, de Bruno Gaudêncio:

 

 

O SILÊNCIO BRANCO

 

Dentro da casa
cabem sérias feridas,

elas falam de uma cor ausente
(um silêncio branco)
algo que dilui as retinas.

***

 

UM ESPELHO ENTERRADO

O tempo come a memória,
que se alimenta de tempo:

ao fim se conta a história
sem o seu dono por dentro

(Roberval Pereyr)

 

A veracidade do eterno
morde a memória ―
antecipa a angústia
dos rastros.

a veracidade do eterno
dissipa os sonhos ―
prensa a noite
nas listas das culpas.

no galope do infinito
os relógios enxergam
um espelho enterrado.

***

 

GALERIA DE ECOS
para Petrus Vieira

 

Ao esconder a morte
nos dentes da culpa
o artista atira nos bolsos
um exército de sombras
que formam um sinistro algodão

na ordem das noites
ele compõe uma perturbante música
numa partitura delgada
de ossos de papéis

galeria de ecos
de homens ocos
(signos do fim).

***

 

POETA DA ALMA DE VIDRO


o poeta com sua alma de vidro
e seus olhos de espelhos

respira

a película dos poros
dos seus desesperos.

***

 

RETINA

 

O olho do poema
permanece fechado,
fluente em seu acaso,
buscando o caos.

O olho do poema
escreve o seu atraso,
no teatro tenso
das luzes do mal.

O olho do poema
voa falso
(aos monstros da fala).

O olho do poema
come a razão
(com sua fome de nada).

 

 


 

 

Livro: O silêncio branco & O CAOS ANTERIOR OU UMA ANTOLOGIA DE SI

Autor: Bruno Gaudêncio

Gênero:
Poesia

Número de Páginas:
130

Formato:
14x21

Preço:
R$ 37,00 + frete