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Israel Antonini
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ISRAEL ANTONINI

 

Autor do livro Longi-tudo (Patuá, 2015), Israel Antonini é natural de Osasco, SP. Cursou Letras na USP, extensão em Literatura na PUC-SP. Já editou revista literária, organizou antologia de festival literário. Já tentou manter blogs, sem sucesso.  Tem textos esparsos em jornais, revistas e sites de literatura. Em 2006, publicou o livro identidad&plural [ed. do autor] e, pela Editora Patuá, Colírio, em 2011. Hoje divide seu tempo entre o funcionalismo público, imagens, amor e amizades. É baixista da Euphúria.

 

 

Skook de Algarobas Urbanas


Conheça 05 poemas do livro Longi-tudo, de Israel Antonini:

 

Sinais





Um poema como um S.O.S.
Ou um disparo de fogo contra o céu sem estrelas.

Quem vem?

A ideia de busca é uma partida
do lugar desabitado ao preenchimento -
aqui, a tentativa de cada signo constelar um firmamento

- a negativa se reafirma -

mas a luz que corta o céu devoluto é
...................., ainda,
um grito.

.............>>>>>>>Não é?

 

***

 

Cair da noite



Entre 0 gosto e o desgosto,
o desgaste do gesto anônimo do ânimo.

Não me espanta o espanto,
ainda que nas entranhas de um fato
o feto seja um estranho.

O que há,
entretanto,
é um punhado de estrelas,

devagar, divagando

 

***

 

Longínquo



A vida agora,
a arte-texto
-
como frutos
de um erro.

Amor perfeito,
pretendido
:
o amor havido
nos dista disto.

***

Autoria



Reconheço,
como a palma da minha mão
:
o tapa do sim, os aplausos do não.


(para Marcos Antonio de Moraes)

 

***


Passatempo




um corpo em grafite
horizonte em linhas
pontos
riscos cinza
:
comprei uma vida de adulto pra colorir.

 



 

Conheça 05 poemas do livro Colírio, de Israel Antonini:

 

Colírio

Se destes pingos em cada olho
.................... ao menos a cura...
Se depois de abri-los,
.................... lubrificados agora
e capazes de ler uma nova história,
............................. viesse, de fato, uma nova...
Mas,
ainda que os olhos ouçam
a fala que a conta,
inquirem que nitidez há
na distinção        entre a
realidade & a dicção.

Não sabemos se a voz       (over)
do conta-gotas                 
remedia ou maltrata.

No final, ao tempo-hoje
.....– presente –
........indagam:
............ que nitidez há
na distinção       entre as
composições do colírio e da lágrima ?

 

***



Na gênese do porquê

Abrir, com a sujeira da unha,
pela fissura mais fina
e penetrar o nariz,
............ (onde? não somos chamados!)

espiar com o faro
e degustar com os olhos, se isto for possível.

Se não houver cisco, claro,
nem houver um risco nesse escuro – sempre há –,
ouvir o pulso que impulsiona a fraude
de alguém, como nós,

expulso.

 

***


Vol.ver



Quando me pego pelas mãos
................................ a sair sem rumo
e a cada passo, passar um futuro,
um volume qualquer me atinge as costas
e abre,
........objetivamente,
...........um furo.

Suponho um tiro,
um ataque político
ou uma flecha indígena, ao acaso;

Penso em uma guerrilha urbana,
na violência do amor
ou em qualquer outro objeto pontiagudo.

..................... Viro meu olhar,
a procurar a origem do disparo.

Não vejo um inimigo outro:

Desta vez, me deparo
com um exército,
formado
pelas armas
dos meus próprios rastros.

***

 



Ilhéus



Aqui, neste quase,
habitado por um meio/corpo
(enquanto o inteiro é metade)
o pouso, o desembarque
são poucos.

E os que vêm a repouso
nem chegam a ficar.
Ficam à esquerda, com seus tapa-olhos
a piratear um gesto
pra cá e pra    lá.

Afirmam o desequilíbrio
desta ponte entre mim,
sem saber que partem

deste porto

para o mesmo não-lugar

emerso em parte alguma
imerso em uma lacuna -

......................... insular.


***



“Bom dia, poetas velhos”.
Paulo Leminski


Al dente


O corpo dela. Impalpável.
Ininteligível a olho nu. Como
uma cobra destorcida – antes curva –
compõe estruturas: sua e do Homem.
As partes, uma após outra,
enfileiradas ou empilhadas,
propõem a (res)suscitação dos vivos.
De alguma forma formar à libido
o que de forma alguma se reforma.

À la carte,
ela excita os insuficientes olhos.

O corpo-palavras insinua
a indubitável dúvida de que nela haja ainda arte.

***

 

 


 

Livro: Longi-tudo

Autor: Israel Antonini

Gênero: Poesia

Número de Páginas: 120

Formato: 14x21

Preço: R$ 36,00 + Frete frete (Livro em pré-venda, entrega após o lançamento. Amigos e leitores que realizarem a compra antes do lançamento receberão o livro autografado após o evento. Imperdível!)

 




 

Livro: Colírio

Autor: Israel Antonini

Gênero: Poesia

ISBN: 978-85-64308-21-3

Número de Páginas: 100

Formato: 15x20

Preço: R$ 30,00 + Frete